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O Pulo do Gato

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Desde pequena eu tinha a sensação de que o mundo a minha volta era muito esquisito; as coisas encolhiam o tempo todo. Uma almofada que parecia enorme de repente não conseguia fazer caber meu rabo; o prato onde eu comia não parecia mais tão cheio de comida assim (tem ideia de como isso é desesperador?)

Uma hora eu entendi que não era que as coisas encolhiam; eu que estava crescendo!

E como toda criança tem que fazer lição de casa, eu todos os dias treino as minhas habilidades pra quando for uma quatro-pernas grande. Pulo, corro, escalo coisas e me escondo em todo lugar que aparece!

Também gosto muito de explorar. Não posso ver uma frestinha, um buraquinho, que já quero investigar o que pode ter no final. Isso faz parte do meu treinamento; saber reconhecer o meu território!

E não tem jeito, uma das minhas diversões tarefas preferidas é alcançar coisas. Quanto mais distantes, altas ou difíceis, melhor! Quando consigo, a sensação é de ter tirado nota 10 numa prova difícil!

Eu ainda sou muito pequena e não consigo alcançar o parapeito da janela. u_u” Quando quero muito ver a paisagem, mio pra minha mãe me pôr lá. Mas meu sonho é conseguir chegar até ele sozinha, com minhas próprias pernas! Por isso volta e meia dou meus pulos, pra um dia não precisar miar pra ninguém me colocar em lugar nenhum.

Sou uma aluna muito, muito esforçada!

Mesmo quando não conseguimos logo de cara, o que importa é sacudir a poeira e dar a volta por cima =3 Pros duas-pernas isso pode ser difícil de entender, mas nós que andamos de quatro somos imunes a frustração!

Não que não seja chatão quando a gente mira alto demais e fracassa… ainda mais quando a mamãe tá filmando >.<“


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Um Novo Lar

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Primeiro dia na casa nova :3

Um dia, mudei de casa.

Não sei como aconteceu.

Parecia um dia normal. Tio Mushi me pegou na casa quebrada pra levar no veterionário (não gostava de ir porque lá sempre tinha um quatro-patas-que-late bem maior que eu…), onde ficaram me fuçando toda como fazem quando vou lá (duas-pernas mexeriqueiros…)

Acho que tudo isso me deixou muito cansada, porque me lembro do tio Mushi me colocando num negócio fundo e macio, onde estava tão quentinho e escuro que caí no sono… às vezes a gente dava um solavanco, às vezes eu escutava uns barulhos, mas apesar de não estar vendo a saída de onde me colocaram, eu sabia que estava bem porque o tio Mushi estava comigo, e eu sempre soube que estando com o tio Mushi, tudo ia ficar bem.

Mas quando saí de dentro do lugar quentinho, vou dizer que fiquei na dúvida, viu?

Quando acordei e me tiraram de lá, eu tava num lugar totalmente diferente de tudo que eu já tinha visto na vida! Não eram as ruas que eu conhecia, não tinha as mãos ou pés ou cheiros que eu conhecia — tudo tinha sumido e virado outra coisa!

Eu ainda tava tentando entender como a gente fecha o olho e acorda e está em outro lugar quando o tio Mushi me entregou pra uma duas-pernas desconhecida que nem o resto de tudo, como quem diz: “tó!” Ela me segurou direitinho, daquele jeito que a gente sente que não vão deixar a gente cair (e nem escapar…) Cravei as unhas nela, me segurando bem firme, porque eu não tava entendendo nada e só queria saber de olhar pra tudo que é canto.

Achei muito estranho aquilo tudo. Onde estavam minhas irmãs, minha mãe? Tinha muitos sons em volta, e barulho, e passavam uns coisos enormes de quatro-quase-pés, muito maiores que os humanos, que deslizavam e roncavam alto. E se me largassem sozinha naquele lugar que eu não conhecia? Fiquei agarrada na tia que me carregava, e tentei decorar tudo, mas tudo que podia, pro caso de saber onde me esconder se me deixassem ali.

Mas nada disso aconteceu (claro, né, senão como eu ia estar aqui contando tudo?) O tio Mushi e a amiga duas-pernas dele andaram, andaram, e me trouxeram até esse lugar novo, que eu não sabia ainda mas era onde eu ia morar dali pra frente.

É muito ruim ter que se mudar quando a gente tem quatro patas e mia. Isso porque nós somos muito ordeiros e gostamos de ter certeza de certas coisas — o que vai ter pra jantar, onde podemos tirar nossa sesta, que mãos mexem na gente. Quando nos mudamos, bagunça tudo! Nossa casa é o Aqui e os outros lugares são Lá. Aí de repente a gente se muda pra um Lá até que esse Lá vira Aqui e o que era Aqui vira Lá…

Tudo muito complicado e estressante!

A primeira coisa a fazer era reconhecer o território. Cheirar tudo, conhecer, tentar entender. De cara percebi um chão diferente, mais liso, e muito, muito mais coisas ao meu redor. Não estava mais numa casa quebrada — era uma casa inteira, inteirinha! Uma casa com coisas macias e outras altas, coisas arranháveis e escondíveis.

De repente me senti como o Laranjinha — em uma aventura, explorando o desconhecido!

Era tudo tão grande que às vezes enquanto eu explorava, eu me perdia. Nessas horas tinha medo de fazer que nem o Laranjinha e sumir também. Então miava, miava bem alto! Não demorava pro tio Mushi e a amiga dele aparecerem pra me resgatar. Foi aí que fui percebendo que ela era mesmo legal e se preocupava comigo.

Comecei a ver que esse lugar onde eu estava era cheio de brinquedo, comida e lugares quentinhos pra sentar e deitar. Nada mal!

Tinha um negócio bom demais pra enfiar as unhas.

Tinha coisas que rolavam e eram boas de perseguir, arranhar e morder. Eu nunca tinha perseguido, arranhado ou mordido nada tão macio a não ser meus irmãos.

Tinha uma caixa — não uma caixa qualquer, uma caixa do meu tamanho, com uma coisa fofa e gostosa chamada almofada dentro — onde dava certinho pra eu me deitar!

O tio Mushi e a tia amiga dele ficaram brincando muito tempo comigo, jogando coisas que pulavam e voavam e desciam e se escondiam e faziam cócegas. Estava tão divertido que nem percebi quando o tio Mushi foi embora.

Mas a amiga do tio Mushi ficou.

Ela falava boazinha comigo, me deu petiscos e me fez carinho. Além do mais, gostava de brincadeiras. Comecei a gostar muito dela!

Uma hora começou a bater o soninho, e como sempre, fui procurar minha mãe e minhas irmãs, pra gente dormir juntinho. Miei, procurei dentro das caixas, debaixo do sofá e atrás dos armários, mas não achei nada. Me lembrei do tio Mushi procurando o Laranjinha. A diferença é que não fui eu que me perdi — eu tinha era perdido minha família.

A tia de duas-pernas vinha sempre atrás de mim, passando a mão na minha cabeça, falando coisas que eu não entendia.

Me senti muito pequena e com um medo muito grande. Tão grande que eu corri pra caixa onde tinham coisas quentinhas, me encolhi toda e dormi de novo.

Achei que podia ser daquelas vezes que a gente dorme, acha que aconteceu um monte de coisas e quando abre os olhos de novo, era tudo de mentira.

Minha caixinha particular

Mais tade, acordei quando tudo estava escuro e em silêncio. Percebi que estava tudo igual, a mesma caixa, a mesma casa, os mesmos cheiros — era tudo verdade. E o pior, o desespero que eu que eu tava pra fazer xixi também! Eu tava muito apertada, mas muito mesmo! Mas como sou educada, me ensinaram que não devo fazer fora do lugar — e então, o que eu devia fazer? Eu até tinha uma ideia de onde era meu banheiro, mas o Medo voltou. Medo de sair pra procurar, me perder e nunca mais ser encontrada.

A tia de duas-pernas estava dormindo na almofada pro tamanho dela, e eu comecei a mexer nas coisas e fazer barulho até ela acordar. Fiquei muito feliz e até esqueci o Medo. Fiquei miando até ela me seguir. No final, o caminho que eu imaginava estava certo… Eu já tinha visto lá um outro tipo de caixa, cheio de uma areia que eu não conhecia. Eu sempre tinha feito xixi em jornal, mas aquela areia parecia muito boa também! Não tive dúvidas e mandei ver. E pelo alívio que vi na cara da tia de duas-pernas, pelo jeito tinha feito tudo direitinho!

Minha mãe e minhas irmãs não apareceram mais. Vai ver por isso, a tia passou o dia me dando muita atenção, comida e colo. Aos poucos, fui entendendo os caminhos da casa inteira, reconhecendo a voz da tia e gostando quando ela me pegava e a gente brincava. Não adiantava pensar muito — agora éramos só eu e ela.

Chegou a noite, eu fui pra caixa. Mas esperei a tia dormir pra então ir pra almofada dela. (Hi hi hi…)

Quando ela acordou, me achou toda enrolada, bem juntinho dela. Aí me abraçou. Ao nos encostarmos, podia sentir aquele mesmo tum-tum no peito dela que eu sentia quando estava com os outros quatro-pernas da família. O tum-tum que faz a gente ficar calmo e saber que está tudo bem. Então eu soube que ela não era minha tia, era minha outra mãe.

Minha mãe de duas-pernas me disse que hoje eu faço aniversário duplo — três meses de vida, e um mês desde que vim morar com ela.

Eu não sei se está certo, sempre tive dificuldade pra contar. Só sei que desde aquele dia, eu nunca mais dormi na caixa. Desde então, o Medo sumiu.

Desde então, sou feliz.

O Perigo Mora ao Lado o.o

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Quem vê eu e meus irmãos brincando, tão pulantes e felizes, nem imagina que a gente corria perigo. T_T Nem a gente imaginava também.

Eu sempre escutava histórias da mamãe sobre uns duas-pernas que na verdade eram monstros disfarçados; ela contava que  esses malvados perseguem e machucam quatro pernas, sem motivo nenhum!

Mas eu achava que era conversa da mãe pra assustar a gente. Desde que nasci, só conheci duas-pernas muito legais, que nos tratavam tão bem quanto a própria família!

Além deles, também tinha um tio de quatro patas que volta e meia vinha visitar a gente lá na casa quebrada e filar um pouco de ração e carinho:

 O tio Frajola

A mamãe não gostava muito dele não o.o Fazia fffuuu, dava uns tabefes e não deixava a gente brincar com ele (fica entre a gente, mas acho que ela tinha ciúmes!) Mas ele parecia meio bobão e deixava, ficava do lado de fora da casa, não chegava perto de nós.

Um dia, a mãe — que sempre saía pra dar uns passeios, esticar as pernas e caçar — contou que esse tio de quatro patas tava parado num quintal aqui perto, parado numa posição estranha, como quem quer ir da casa pra rua. Pelas conversas dos duas-pernas lá de casa, entendi que ele tinha comido alguma coisa que puseram pra ele e fez mal, chamada “veneno”. Não respirava mais.

Juro que nunca tinha visto tio Mushi e tia Marissel tão revoltados até rolar isso =(

No começo não entendi que história era essa de não respirar, como assim? Aí me explicaram que quando a gente pára de respirar, é porque não pode mais andar, miar, brincar, comer ou correr. Chamam isso de “morte”.

Percebi que aquilo que a gente sente quando não enche a pança por muito tempo ou quando nos machucamos mais forte (meus irmãos tinham uns dentes bem afiadinhos…) no fundo, era medo disso aí.

Não gostei nem um pouco da ideia >.<

Fiquei pensando, como a gente faz pra saber que tem o tal veneno nas coisas que os duas-pernas deixam pra gente comer? É tudo tão gostoso… qualquer um de nós pode fazer NHAC e depois PLOFT? o___o

Percebi que os monstros disfarçados de duas-pernas existem mesmo! E que inventam muitos jeitos diferentes de caçar a gente. Mas não entendo porque, se não é pra encher a própria barriga e nem se defender.

Acho que quem faz isso só pode ser por inveja. Afinal, todo mundo sabe que a raça superior é a dos felinos. o;õ

Mas não temos culpa se alguns nascem pequenos, independentes, elegantes e fofinhos, e outros nascem grandes, feiosos, pelados e tendo que se equilibrar em duas pernas… u.u Se forem de boa, a gente pode até deixar as diferenças e tratá-los como se fossem  um de nós!

Minha mãe costumava dizer que a gente teve muita, muita sorte, de não ter que enfrentar nada assim. Mas pelo jeito, sorte é coisa com que não se conta: outros dois quatro-patas que miam da vizinhança acabaram igual o tio frajola =/ Não miam mais.

O resultado é que quando a gente começou a ficar grande, andando e querendo conhecer o mundo igual a mamãe, os tios de duas-pernas lá de casa passaram a achar isso tudo muito perigoso e resolveram que a gente precisava arrumar novas casas, mais seguras, o mais rápido possível.

Me disseram que com toda essa história, eu tinha que aprender a ter cuidado. Mas o que aprendi mesmo é que por causa dos monstros disfarçados de duas-pernas, a gente que tem quatro não pode ser totalmente livre =(

Eu, a Patroa e as Crianças

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Já reparei que os duas-pernas não costumam ter muitos irmãos. E quando tem, uns são bem mais velhos que outros.

Vocês não sabem mesmo como é ter mais cinco irmãozinhos da mesma idade que você, crescendo junto e fazendo bagunça junto brincando junto, né?

Às vezes a mamãe ficava até meio confusa com a gente, mas pra isso que tinha os duas pernas lá da casa quebrada pra ajudar :3 Vinha o tio Mushi, a tia Marissel e o marido dela, e todo dia tinha uns duas-pernas que ficavam quebrando ainda mais a casa e fazendo uma poeirada que só vendo (ou não vendo…)

Só sei que a gente tinha espaço à beça pra correr, se perseguir, se morder e se esconder!

Eu e o Pretinho! A gente bagunçava brincava até mais que os outros,
mas ele acabou indo embora logo… ;___;

O irmão com quem eu mais gostava de brincar era o Preto! Na maioria das vezes, a gente deixava os outros pra trás nas nossas bagunças, hehehe! 😉 Só ele conseguia me acompanhar!

Só que não era só eu quem gostava dele, não. A prima Júlia, uma filhotinha da família dos duas-pernas que sempre visitavam a gente também gostou muito dele… quase todo dia ela vinha nos ver! Me contaram que um dia ela não ia poder ir lá e acabou chorando… e nessa, meu irmãozinho pretolino foi embora, morar na casa dela =3

O Laranja, grandão e medroso XD

O nosso irmão maior (de tamanho) era o Laranja (“Todo-Laranja”, pra não confudir com o outro, que era “Laranja-e-Branco”). Apesar de grandão e comilão, ele era medroso que só! Quando nos levaram ao vret.. vetre… vretrenár… ah, o tiozinho de branco pela primeira vez, ficamos fuçando, cheirando e checando tudo… e ele lá com a barrigona colada na mesa (o Laranja, não o tiozinho de branco), duro de medo XD Bobão!

(Ou vai ver que era o mais esperto e pressentiu que coisa boa não ia vir… se bem que eu é que não tenho medo de injeção!)

Ele também arrumou uma família de duas-pernas logo. Me contaram que na casa nova só come e dorme =p Tá ficando mesmo cada vez mais igual aquele gato das historinhas que me mostraram, que já era parecido com ele…

  As Irmãs “Par de Vaso” (ou “As Quase-Gêmeas”)

Essas são as minhas irmãs “par de vaso”, como tia Marissel costumava chamar. Falava assim porque por serem tricolores, dizia que pareciam “floridas” XD Foram as últimas a arrumar casa nova, depois de mim ainda.

Quando nasceram, pareciam bem iguaizinhas mesmo, mas com o tempo foram se diferenciando: uma era clone da mamãe, preta-branca-amarela, mas a outra em vez de ter manchas pretas pegou emprestadas de mim umas manchinhas rajadas de cinza =D

Tio Mushi chamava eu e elas de Cutie Mark Crusaders, mas minha atual mamãe de duas-pernas diz que éramos as Meninas SuperPoderosas: minha irmã com preto sempre foi bem zangadinha e nervosa, fazia ffuuuu quando achava que algo estava errado desde pequenininha =p Já minha irmã amarela com cinza parecia mais boazinha e meiga, embora não tenha tido medo de enfrentar o tio de branco quando ficou cara a cara com ele=p

E eu? Eu era a líder, é claro ;D

Laranja-e-Branco, o Come-Quietinho

E tinha o Laranja-e-Branco, também conhecido como Laranjinha. Era bonzinho como o Laranja, mas sempre achei mais curioso — lá no vetireonário ficou explorando tudo junto com a gente, enquanto o todo laranjudo tava fingindo que não existia XD Era pra gente ter ido pra mesma casa, mas esse jeitão de explorador acabou levando ele pra outros caminhos… depois conto isso mais disso aí =/

Eu, a mais linda de todos brinks e minha irmã de Robert no fundo
(Nessa época eu ainda tinha olhos azuis, hoje são cinzentos u.u) 

Acho que junto com o Preto, eu sou a filhota mais diferente da mami :3 Do amarelo e nariz cor de rosa dela, só herdei uns pelinhos aqui e outro ali na ponta da cabeça e um miolinho rosado de nada no meio do meu focinho. Aliás, isso faz com que meu nariz não seja preto, mas cor de café =p

Mamãe também tem a cara e pernas bem compridas, enquanto já me disseram que eu sou atarracada e tenho cara de mau humorada, pode? D= Logo eu, que adoro brincar e me divertir!

Mas sempre senti muito amor e carinho tanto da mamãe quanto dos meus irmãos de quatro pernas e de duas!

Eu achava muito estranho quando falavam pra mim que eu já tinha arrumado uma família humana mas ninguém vinha me buscar. Me falaram que era porque a duas-pernas que ia me levar pra casa tava muito longe, do outro lado do mundo, e só ia me pegar quando voltasse… eu achava que não tinha nada a ver, onde já se viu? O outro lado do mundo deve ser tão longe, como é que alguém ia vir de lá só pra me buscar?

Só sei que eu fui crescendo e achei que ia ficar lá pra sempre com meus irmãos (o que não ia ser nada mal),  mas fui vendo todo mundo ir embora aos poucos e eu ficando… até que um dia, me levaram embora também.

Foi a última vez que vi mamãe e minhas irmãs.

Volta e meia penso nessa galera toda com quem eu morava junto até pouco tempo atrás. Ainda mais quando pulo, brinco, mordo e corro, mas não tem mais nenhum deles por perto pra atazanar estar junto. Estranho que fica cada vez mais difícil lembrar da cara de cada um, mas das brincadeiras e correrias e até do jeito de cada um morder eu não esqueço, não.

E toda vez que não tem um irmãozinho na outra ponta do fio ou pra jogar a bolinha de volta, eu sinto um negócio.

Como é que os duas-pernas chamam?

Saudade?

 –


Caixinha de surpresas 


Minha irmã tentando defender a gente dos duas-pernas que
tavam fazendo a barulhada toda


Lanche e recreio \o/ 


LUTINHA!


Eu aprontando altas aventuras com uma turma do barulho!


Nossa 1ª ida ao tio de branco (e o Laranja tentando sumir XD)